Rodovia Raposo Tavares é liberada após quase 20 horas e vazamento de 30 mil litros de gasolina em acidente com caminhão-tanque
Interdição em Martinópolis (SP) mobilizou Cetesb, Corpo de Bombeiros e concessionária devido ao risco de explosão após pneu de caminhão-tanque estourar.
A Rodovia Raposo Tavares (SP-270) foi totalmente liberada para o tráfego de veículos na manhã desta quarta-feira (20), em Martinópolis (SP). O trecho, no quilômetro 527, estava interditado devido a um acidente envolvendo um caminhão-tanque carregado com gasolina.
A liberação ocorreu quase 20 horas após o pneu do veículo estourar, o condutor perder o controle da direção e bater contra a defensa metálica da rodovia. A colisão provocou o vazamento de cerca de 30 mil litros de combustível e gerou risco iminente de explosão.
O acidente aconteceu na tarde de terça-feira (19). O impacto danificou uma válvula de segurança, iniciando o escoamento contínuo da carga inflamável contida no segundo compartimento do tanque. Por questões de segurança, as autoridades isolaram a área em um raio de 300 metros.
O motorista do caminhão passou pelo teste do bafômetro, que deu resultado negativo. Ele saiu ileso do acidente.
De acordo com a Cart, concessionária que administra o trecho, a pista no sentido Leste (Capital) foi reaberta por volta da 0h10 desta quarta-feira.
Já no sentido Oeste, sentido interior, o tráfego passou a fluir inicialmente por uma faixa e pelo acostamento, sendo totalmente normalizado após a retirada do bitrem.
A Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) informou, em nota, que uma equipe técnica foi enviada ao local ainda na tarde de terça, mas não foi possível a aproximação dos técnicos devido ao alto risco de explosão.
Policiais militares rodoviários e equipes operacionais da concessionária precisaram acompanhar à distância o andamento e o possível término do vazamento, utilizando binóculos.
Para evitar desastres maiores, o Corpo de Bombeiros utilizou uma espuma especial (LGE) sobre a poça de combustível que ficou retida na canaleta da via. Paralelamente, uma pá carregadeira e uma retroescavadeira de uma usina da região foram acionadas para retirar terra do canteiro central e erguer barreiras físicas para conter o avanço do líquido em direção à vegetação às margens da pista.
Na manhã desta quarta-feira, agentes da Cetesb e equipes de limpeza retornaram ao km 527 para continuar a avaliação de possíveis danos ambientais e finalizar a lavagem e desinfecção da pista.
O trecho, que chegou a registrar mais de dois quilômetros de congestionamento no início da noite de terça-feira e exigiu desvios temporários por rotas alternativas, flui em condições normais de tráfego no início da tarde desta quarta-feira.
Fonte: G1










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