Polícia apreende Lamborghini avaliada em mais de R$ 3 milhões em operação que prendeu Deolane Bezerra

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Polícia apreende Lamborghini avaliada em mais de R$ 3 milhões em operação que prendeu Deolane Bezerra

Ação realizada nesta segunda-feira (17) faz parte da Operação Vérnix, conduzida pela Polícia Civil de Presidente Venceslau. Investigação apura lavagem de dinheiro e ocultação de bens.

A Polícia Civil apreendeu um carro de luxo nesta segunda-feira (17), no bairro do Tatuapé, na Zona Leste de São Paulo, durante uma nova fase da Operação Vérnix. O veículo, avaliado em mais de R$ 3 milhões, era alvo de ordens judiciais de sequestro e busca e apreensão.

Deflagrada em maio pela Central de Polícia Judiciária de Presidente Venceslau (SP), a operação é a mesma que resultou na prisão da influenciadora digital Deolane Bezerra. A investigação busca desarticular um esquema de lavagem de dinheiro, ocultação de patrimônio e ligação com o Primeiro Comando da Capital (PCC).

A ação desta segunda-feira (17) foi conduzida por equipes do Deinter-8 de Presidente Prudente em conjunto com a Polícia Civil da capital paulista. O objetivo da polícia é identificar, mapear e bloquear bens de alto valor que tenham ligação com os investigados, e que possam ter sido adquiridos com dinheiro de origem ilícita.

Após ser localizado no Tatuapé, o automóvel de luxo foi levado para o 30º Distrito Policial para a formalização do cumprimento da ordem judicial.

A polícia não divulgou o modelo do veículo, mas as fotos mostram uma Lamborghini Urus Performante, avaliada entre R$ 3,9 milhões e R$ 4,3 milhões no Brasil, segundo a Via Itália, representante da marca italiana no país.

As investigações continuam e a polícia não descarta a localização de outros veículos, imóveis e contas bancárias ligadas ao esquema.

Operação Vérnix

A Operação Vérnix, do Ministério Público de São Paulo e da Polícia Civil, investiga um suposto esquema de lavagem de dinheiro ligado ao Primeiro Comando da Capital (PCC). A operação prendeu a advogada e influenciadora Deolane Bezerra, o chefe da facção Marcos Willians Herbas Camacho, o Marcola, e parentes dele. A investigação começou em 2019 e passou por quatro fases.

A apuração teve início após a Polícia Penal apreender bilhetes e manuscritos com dois presos na Penitenciária II de Presidente Venceslau, no interior de São Paulo. O material fazia referências à estrutura do PCC, a integrantes da facção e a possíveis planos de ataques contra agentes públicos.

A análise dos documentos levou os investigadores até uma transportadora de cargas de Presidente Venceslau, que, segundo a investigação, seria usada como empresa de fachada para lavar dinheiro do crime organizado.

Na etapa seguinte, a polícia apreendeu um celular que revelou informações sobre a movimentação de recursos da facção e a atuação de intermediários, entre eles Deolane Bezerra e Emerson de Souza.

Com o avanço da investigação, relatórios financeiros apontaram, segundo a polícia, movimentações milionárias, depósitos fracionados, uso de empresas de fachada e ocultação de patrimônio.

A Operação Vérnix passou a investigar a participação de Deolane e de outros alvos no suposto esquema de lavagem de dinheiro. A defesa da influenciadora afirma que ela é inocente e que os fatos serão esclarecidos.

Fonte: G1

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