Menina de 6 anos, portadora da Síndrome de Down, é a primeira criança vacinada contra a Covid-19 em Presidente Prudente
A vacinação contra a Covid-19 do público infantil na faixa etária de 5 a 11 anos começou na tarde desta segunda-feira (17), em Presidente Prudente (SP).
A primeira criança a ser imunizada na cidade foi a Júlia Goi Carvalho, de seis anos de idade, filha de Beatriz Eleutério Goi Carvalho e Valdemiro Pereira de Carvalho Júnior.
Em seguida, também foram vacinados, pela ordem, Laura Brasileiro Segantin, de oito anos, filha de Nilze Brasileiro e Aparecido Donizete Segantin, e Raphael Barboza Navarro, de sete anos, filho de Sueli Maria Infante e Renato Navarro Infante.
Todas as três crianças que abriram a vacinação em Presidente Prudente são portadoras da Síndrome de Down.
A abertura oficial da imunização infantil na cidade foi realizada na Unidade Básica de Saúde (UBS) da Vila Real.
Atendimento escalonado
A Vigilância Epidemiológica Municipal (VEM) passou a adotar novos protocolos para a vacinação contra a Covid-19 e também para as vacinas que integram o calendário de rotina, a partir desta segunda-feira (17), em Presidente Prudente.
A imunização das crianças de 5 a 11 anos, dos adolescentes entre 12 e 17 anos e dos adultos (acima dos 18 anos) será dividida por períodos, medida válida para as 26 unidades de saúde abertas na cidade. A única fechada é a Unidade Básica de Saúde (UBS) do Jardim Santana.
Neste primeiro dia, excepcionalmente, os adultos foram atendidos no período da manhã, das 7h30 às 12h, e as crianças de 5 a 11 anos, à tarde, das 12h às 16h30, em decorrência do início da distribuição dos imunizantes para o público infantil.
A partir desta terça-feira (18), as doses pediátricas (5 a 11 anos) serão administradas no período da manhã, das 7h30 às 12h.
Já os adolescentes e adultos (público a partir dos 12 anos) passarão a ser atendidos à tarde, das 12h às 16h30.
O atendimento escalonado seguirá por tempo indeterminado.
De acordo com o secretário-adjunto de Saúde do município, Marco Aurélio Lúcio, o escalonamento por períodos foi adotado para otimizar e garantir segurança na administração das doses de imunizantes.
“Com a sobrecarga durante toda a pandemia e o efetivo reduzido, a chance de acontecer algo fora do protocolo é real, já que a dosagem aplicada às crianças é diferente daquela oferecida aos adultos”, explicou.
A coordenadora técnica da VEM, Vânia Maria Alves Silva, salientou que o período da manhã foi reservado às crianças em razão da quantidade de doses e da durabilidade de cada frasco.
“O frasco do imunizante pediátrico contém 10 doses, válidas por 12 horas. Já o frasco da vacina adulta é suficiente para seis doses, com durabilidade de seis horas”, detalhou.
Fonte: G1
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