Fiscalizações já notificaram mais de 200 estabelecimentos desde o início da pandemia da Covid-19 em Presidente Prudente
Ações foram desenvolvidas pela Vigilância Sanitária e pela Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico. Denúncias de irregularidades também foram feitas à Defesa Civil.
A pandemia do novo coronavírus e as normas determinadas pelo governo do Estado de São Paulo em relação aos cuidados sanitários dos estabelecimentos exigiram medidas rápidas e em larga escala por parte da Vigilância Sanitária Municipal e da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico de Presidente Prudente (Sedepp).
O resultado disso foi que, desde o início da pandemia, em março de 2020, ações fiscais e educativas de combate à Covid-19 foram realizadas em estabelecimentos comercias e em empresas de diversos segmentos.
Além disso, denúncias de irregularidades em Presidente Prudente (SP) também foram feitas à Defesa Civil.
Sedepp
As fiscalizações realizadas pela Secretaria de Desenvolvimento Econômico foram iniciadas em março de 2020, assim que foi decretada a quarentena no Estado de São Paulo, devido à pandemia do novo coronavírus.
Desde o início dos trabalhos, em 2020 foram realizadas 106 fiscalizações, conforme registros encontrados pela Pasta.
Já em janeiro de 2021, a Sedepp informou ao G1 que foram realizadas 36 fiscalizações.
Vigilância Sanitária
De acordo com os dados informados pela Vigilância Sanitária ao G1, no ano passado, desde o começo da pandemia, foram realizadas 80 autuações.
Já em janeiro de 2021, até o dia 27, foram feitas 23 autuações por parte do órgão.
A repartição ainda explicou ao G1 que, dessas autuações, a maioria foi por conta de aglomerações e pela abertura de estabelecimentos sem o horário permitido. Todas as fiscalizações foram voltadas ao não cumprimento dos decretos referentes ao combate à pandemia do novo coronavírus em Presidente Prudente.
Defesa Civil
Em levantamento feito pela Defesa Civil do dia 1º ao dia 15 de janeiro de 2021, o órgão já recebeu 108 denúncias de descumprimento das regras previstas pelo Plano São Paulo na cidade.
A Defesa Civil enviou ao G1 uma tabela que especifica a quantidade de denúncias por cada setor individualmente. Veja abaixo:
Relatório de denúncias da Defesa Civil
| ESTABELECIMENTOS | QUANTIDADE DE DENÚNCIAS |
| Academias | 12 |
| Bares | 24 |
| Bancos | 2 |
| Clubes | 4 |
| Campos de futebol (particulares) | 8 |
| Campo de futebol (público) | 1 |
| Comércios (lojas) | 15 |
| Condomínios | 2 |
| Conveniências | 3 |
| Escola particular | 1 |
| Festas/eventos | 7 |
| Igrejas | 3 |
| Lanchonetes/pesqueiros | 5 |
| Parque do Povo | 2 |
| Restaurantes | 11 |
| Salões de beleza/barbearias | 5 |
| Supermercado | 1 |
| Tabacarias | 2 |
Uepp
Ao G1, o presidente da União das Entidades de Presidente Prudente (Uepp), Renato Mungo, disse que enxerga a fiscalização como aliada, não como um mal, desde que seja cumprida com “boa educação”, pois há reclamações de truculências.
“Nós entendemos que é perfeitamente compatível termos alternativas para que haja atividades econômicas mesmo na fase vermelha, sempre zelando pelo cumprimento de regras sanitárias e nisso a fiscalização é muito importante, vidas são muito importantes, mas não há mais compatibilidade em atividade zero”, ressaltou ao G1.
Mungo ainda informou ao G1 que a proposta da Uepp referente às fiscalizações seria de repensar os modelos hoje existentes e adequá-los a uma maior funcionalidade.
“Por exemplo, atividade segmentada, atuação nos horários de real demanda, entre outras opções. A fiscalização ainda deve ser intensificada nos gargalos, onde há maiores problemas, por exemplo, festas clandestinas”, pontuou ao G1.
Fonte: G1











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