Polícia conclui depoimentos e aguarda laudo sobre idoso dado como morto por engano

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Polícia conclui depoimentos e aguarda laudo sobre idoso dado como morto por engano

Caso de Juraci Rosa Alves, de 88 anos, ocorreu em maio, em Presidente Bernardes (SP). Quatro meses depois, investigação segue em andamento.

A Polícia Civil concluiu a fase de depoimentos do inquérito que apura o caso do idoso Juraci Rosa Alves, de 88 anos, que foi dado como morto na Santa Casa de Presidente Bernardes (SP), mas teve sinais vitais identificados quando estava em uma funerária, em maio deste ano.

Ao todo, 11 pessoas foram ouvidas durante a investigação. No entanto, o inquérito ainda não foi finalizado.

Segundo a Polícia Civil, a investigação aguarda a conclusão de um laudo pericial requisitado ao Instituto de Criminalística (IC), considerado necessário para a análise dos fatos e para a definição das próximas medidas.

Até o momento, a Polícia Civil não informou uma conclusão sobre eventual responsabilidade criminal relacionada ao caso.

Paralelamente à investigação policial, a Santa Casa de Presidente Bernardes mantém uma sindicância interna para apurar as circunstâncias do atendimento prestado a Juraci.

A unidade informou nesta quarta-feira (17) que prorrogou o procedimento interno. A Polícia Civil havia registrado o caso inicialmente como omissão de socorro e apreendido a declaração de óbito emitida pela unidade.

Relembre

O caso aconteceu em 16 de maio e completou quatro meses nesta quarta-feira (16). Juraci era morador de Emilianópolis (SP) e havia sido levado para atendimento na Santa Casa de Presidente Bernardes após passar mal.

O g1 teve acesso a informações do inquérito policial. Conforme a Polícia Civil, o prontuário médico, previamente analisado, indica que o paciente foi submetido a manobras de reanimação por mais de uma hora, incluindo três tentativas de intubação orotraqueal, todas sem sucesso.

Conforme o registro, ao final das tentativas de reanimação, o paciente foi reavaliado, sendo constatada ausência de pulsos centrais e periféricos, ausência de batimentos cardíacos, pupilas midriáticas e ritmo de assistolia no monitor cardíaco.

Diante desse quadro, foi declarado o óbito, de forma equivocada, às 19h50 de 16 de maio deste ano, com indicação das causas “insuficiência respiratória aguda” e “pneumonite por sólidos” (inflamação nos pulmões causada pela aspiração de alimentos ou substâncias estranhas).

O corpo foi encaminhado para uma funerária em Presidente Prudente (SP). Durante os procedimentos de preparação para o velório, funcionários da funerária perceberam que Juraci apresentava sinais vitais, incluindo movimentos e respiração.

O Serviço de Atendimento Móvel de Emergência (SAME) foi acionado, e o idoso foi levado para a Santa Casa de Presidente Prudente.

Ele ficou internado por cerca de um mês e chegou a receber atendimento na Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Posteriormente, deixou a UTI e foi transferido para a enfermaria, mas devido a uma pneumonia,faleceu em 17 de junho.

Médica pediu licença

A médica responsável pela declaração de óbito do idoso solicitou licença da Santa Casa de Presidente Bernardes, conforme anunciado no dia 21 de maio. Ela foi ouvida pela polícia quatro dias depois, em 25 de maio.

Conforme o depoimento à polícia, a médica contou que o paciente chegou ao hospital por volta das 18h, em uma ambulância municipal de Emilianópolis. Segundo ela, o homem estava inconsciente, em estado grave e apresentando sinais de insuficiência respiratória (falta de ar aguda).

A profissional afirmou à polícia que, diante da situação, os primeiros protocolos de emergência foram iniciados imediatamente.

Fonte: G1

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