Servidora é investigada por bater ponto na prefeitura e ir trabalhar em escola de outra cidade em Regente

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Servidora é investigada por bater ponto na prefeitura e ir trabalhar em escola de outra cidade em Regente

Relatório do Ministério Público de Regente Feijó (SP) aponta irregularidades administrativas por parte da supervisora de ensino municipal durante quase dois anos, entre 2023 e 2025.

Uma servidora municipal foi investigada pelo Ministério Público por bater ponto na Prefeitura de Regente Feijó (SP) e ir trabalhar em uma escola privada de Presidente Prudente (SP) no mesmo período.

Conforme o relatório da promotoria de Regente Feijó, ao qual o g1 e a TV TEM tiveram acesso, o caso envolveu uma supervisora de ensino municipal durante quase dois anos, entre abril de 2023 e março de 2025.

O Ministério Público instaurou o inquérito civil em junho de 2025, que foi homologado pelo Conselho Superior do Ministério Público em 2 de junho deste ano.

Segundo o inquérito, a investigada registrou ponto eletrônico diversas vezes em um local e, minutos depois, registrou novamente o ponto em outra unidade, em cidades diferentes. A distância de Regente Feijó a Prudente é de menos de 20 km, cerca de 25 minutos de carro.

A situação é considerada fraude com recebimento indevido de remuneração e prejuízo ao erário, caracterizando, também, ato de improbidade administrativa, conforme o Ministério Público.

Na sessão realizada em 2 de junho de 2026, a 1ª Turma do Conselho Superior do Ministério Público considerou, por unanimidade, o pagamento da multa no valor aproximado de R$ 6,5 mil por parte da investigada, sendo quase R$ 3,2 mil de multa civil e mais R$ 3,2 mil de ressarcimento ao município.

Além disso, a servidora concordou com a suspensão dos direitos políticos pelo prazo de dois anos. Na mesma sessão, o Conselho Superior homologou o acordo e a promoção de arquivamento do inquérito civil.

Em nota oficial enviada à TV TEM e ao g1, a Prefeitura de Regente Feijó esclareceu que não tinha conhecimento sobre a conduta da servidora em relação ao registro de ponto em duplicidade e enfatizou que não compactua com comportamentos que violem as diretrizes de transparência e legalidade.

O órgão público ainda informou que a servidora não ocupa mais o cargo de supervisora de ensino municipal e ressaltou que o assunto já foi tratado e resolvido junto ao Ministério Público, reafirmando seu compromisso com a ética pública.

Também por meio de nota, o Sesi-SP informou que não é parte do inquérito mencionado e reafirmou seu compromisso com a legalidade, a transparência e a plena colaboração com os órgãos públicos sempre que formalmente requisitado, dentro dos limites da legislação aplicável.

A TV TEM também entrou em contato com a defesa da servidora investigada. O advogado responsável informou que, por questões de sigilo profissional e pela ausência de autorização de sua cliente, não poderia se manifestar sobre o caso.

Fonte: G1

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