Pessoas saudáveis e não vacinadas são 9,09% do total de óbitos provocados pela Covid-19 neste ano em Presidente Prudente

APOIADO POR:

Pessoas saudáveis e não vacinadas são 9,09% do total de óbitos provocados pela Covid-19 neste ano em Presidente Prudente

Outras vítimas fatais da doença receberam doses do imunizante, mas eram idosas com imunossupressões, ou seja, doenças como arritmia, coronariopatias e patologias renais.

Em 2022, de janeiro até 23 de fevereiro, foram registradas 55 mortes provocadas pela Covid-19, em Presidente Prudente (SP), conforme dados da Vigilância Epidemiológica Municipal (VEM) fornecidos ao g1. Entre essas vítimas, 9,09% não tomaram nenhuma dose da vacina contra a doença e eram saudáveis, ou seja, essas cinco pessoas não tinham as chamadas “doenças de base”.

Conforme a VEM, entre as cinco pessoas vítimas fatais da Covid no município, que não eram vacinadas, três tinham idades acima de 80 anos, um compunha a faixa etária de 60 a 80 anos, e uma tinha menos de 60 anos.

Em relação à vacina, entre os outros 50 pacientes:

22 pessoas receberam duas doses da vacina

28 pessoas receberam a dose adicional

Entre o grupo dos vacinados, 33 (66%) pessoas possuíam alguma imunossupressão, e a maior parte era idosa:

22 pessoas tinham entre 60 e 80 anos

23 pessoas tinham mais de 80 anos

5 pessoas tinham menos de 60

“Ou seja, as combinações entre idade avançada e doença de base são fatores de risco elevado para o desenvolvimento de complicações por Covid”, afirmou a Vigilância Epidemiológica Municipal.

A coordenadora técnica da VEM, Vânia Maria Alves Silva, acrescentou que, entre os 50 vacinados, 48 eram de grupo de risco (idosos e com doenças de base).

“Conclui- se que o objetivo da vacina contra a Covid-19 foi alcançado”. “O município de Presidente Prudente tem conseguido boas coberturas vacinais refletindo na queda acentuada de óbitos”, ressaltou.

A coordenadora técnica ainda chamou a atenção para a importância que todos devem dar às medidas adicionais, como o uso de máscara de proteção facial e evitar aglomerações, principalmente as pessoas consideradas integrantes de grupos de risco.

Taxa de transmissão e desfecho

Sobre os índices de Presidente Prudente, o médico infectologista André Pirajá também indicou que entre os vacinados que foram a óbito existem características em comum: são imunossuprimidos, ou seja, possuem alguma doença de base – como arritmia, coronariopatias ou doenças renais – ou são idosos, têm idades acima de 60 anos.

É para esta faixa etária (idosos), segundo lembrou o especialista, que está em discussão a quarta dose da vacina, pois é “uma população que tem o sistema imunológico mais débil, mais difícil de ter uma resposta consistente”. O debate se estende ao público que tem uma exposição maior à carga viral, como os profissionais de saúde.

“Ressalto que, muito mais importante do que a quarta dose, é agilizar a terceira dose na população como um todo. Quanto mais pessoas imunizadas, menor circulação viral, e assim conseguimos ter um controle maior da disseminação do vírus”, pontuou.

O especialista ainda afirmou que, primeiro, é preciso entender que a variante Ômicron “é bem mais transmissível”. “Se ela é mais bem transmissível, o número de pessoas infectadas, vacinadas ou não vacinadas, vai ser bem maior”.

Pirajá comentou que muitas pessoas veem a situação sobre uma única ótica: a de que somente há um número maior de vacinados internados do que os não vacinados.

“Se nós observarmos proporcionalmente, esse número pode ser até real, há mais vacinados internados do que não vacinados, mas, quando olhamos os suscetíveis, aquelas pessoas que podem adquirir o vírus, o número de vacinados é muito maior do que os não vacinados”, comentou.

“Porém, quando vemos o desfecho final, que vem a ser casos de óbitos, vemos casos de óbitos muito maiores nos pacientes não vacinados. Então, o desfecho final é muito pior naqueles que não são vacinados, e isso é muito ruim”, salientou.

Ainda de acordo com o médico, quanto maior o número de vacinados, maior o número de pessoas suscetíveis. Contudo, o número de óbitos nessas pessoas é bem menor.

O infectologista considera que o avanço da vacinação “é de extrema importância para que a pandemia vá para o final”. “Estamos caminhando para o terço final da pandemia. Temos muitas pessoas que ainda estão com o esquema vacinal incompleto, seja com a segunda ou a terceira dose”, disse.

“Hoje temos a absoluta certeza de que pessoas jovens, ou seja, menores de 60 anos, diria até menores de 80 anos, que não têm comorbidades, ganham uma proteção muito boa contra a variante Ômicron com três doses. Isso também vale para os idosos acima de 80 anos com comorbidades, mas eles têm o sistema imunológico mais débil, demoram a fazer uma imunidade melhor, ou quando fazem é menos duradoura do que a pessoa mais jovem”, finalizou.

Balanço da vacinação

De acordo com dados atualizados até a quinta-feira (24), já foram aplicadas em Presidente Prudente 496.855 doses da vacina contra a Covid-19.

A cidade contabiliza 191.752 pessoas que já completaram o esquema de vacinação, o equivalente a 83,24% da população total.

São 204.758 que receberam a primeira dose, o que corresponde a 88,88% da população.

E ainda foram aplicadas 100.345 doses de reforço, ou seja, 43,56% dos habitantes da cidade.

A pandemia já registrou 50.145 casos e matou 982 pessoas em Presidente Prudente desde 2020.

Para acompanhar os números atualizados da vacinação, dos óbitos e dos casos de Covid-19 na região de Presidente Prudente, clique aqui.

Fonte: G1

VEJA TAMBÉM:

Compartilhe esta publicação

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *


APOIADO POR:
APOIADO POR:
APOIADO POR: