Liminar determina a retomada do serviço de transporte coletivo em Presidente Prudente


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Liminar determina a retomada do serviço de transporte coletivo em Presidente Prudente

Decisão da Justiça do Trabalho foi obtida pela Prudente Urbano. Funcionários da empresa relataram que vale-alimentação foi pago abaixo do combinado e que não receberam o vale do dia 20.

Uma decisão liminar da Justiça do Trabalho determinou na tarde desta segunda-feira (25) o retorno do serviço de transporte coletivo em Presidente Prudente.

Funcionários da Prudente Urbano começaram uma paralisação nesta segunda-feira. Alguns motoristas que entraram em contato com a TV Fronteira informaram que o vale não foi pago no dia 20, “como combinado”, e que o vale-alimentação, que deveria ser de R$ 500, será de R$ 300.

Em nota, a Prudente Urbano informou que “o processo judicial notifica sindicato e trabalhadores a retomarem o serviço de transporte coletivo municipal, considerado essencial aos usuários e outros serviços, passível de multa de mil reais por funcionário”.

Após a concessão da liminar, a reportagem da TV Fronteira esteve na garagem da empresa na tarde desta segunda-feira e no local foi informada de que os trabalhadores decidiram permanecer paralisados até o pagamento dos direitos em atraso.

No período da manhã, as Secretarias Municipais de Mobilidade Urbana e Cooperação em Segurança Pública (Semob) e de Assuntos Jurídicos e Legislativos (Sejur) convocaram uma reunião com a diretoria da Prudente Urbano e o sindicato da categoria para discutir a paralisação do transporte coletivo, adotada pelos funcionários da concessionária.

Os representantes da empresa alegaram falta de recursos financeiros para quitar as pendências trabalhistas que possuem, solicitando auxílio à Prefeitura.

O titular da Semob, Luiz Edson de Souza, acionou as Secretarias Municipais de Finanças, Educação e Esportes para analisarem a possibilidade de antecipar a contratação de serviços junto à empresa de transporte coletivo. “Estamos em busca de meios legais e viáveis, com a finalidade de contribuir com a empresa e garantir o serviço ao usuário”, declarou Luiz Edson.

A paralisação

A paralisação dos funcionários da Prudente Urbano teve início na manhã desta segunda-feira (25).Com isso, nenhum ônibus saiu da garagem da empresa. Alguns motoristas informaram à TV Fronteira que o vale não foi pago no dia 20, “como combinado”, e que o vale-alimentação, que deveria ser de R$ 500, será de R$ 300.

Pela manhã, a Prudente Urbano lamentou os transtornos gerados pela paralisação na operação no início da manhã, sendo informada da presença de funcionários no portão da empresa desde o começo da madrugada impedindo a saída dos ônibus da empresa.

“Esta concessionária não recebeu nenhuma notificação do sindicato da categoria sobre greve e busca, junto ao seu departamento jurídico e Prefeitura, providências para que a paralisação seja interrompida, já que acontece de forma ilegal impedindo o transporte público, serviço essencial ao cidadão de ser prestado à população, sem a mínima operação como prevê a lei”, informou a empresa.

O sindicato da categoria disse que não tem conhecimento da paralisação.

O secretário de Mobilidade Urbana e Cooperação em Segurança Pública (Semob) Luiz Edson de Souza também confirmou que nenhum ônibus saiu da garagem, onde estava para conversar com os funcionários da concessionária.

Ele disse à TV Fronteira que a Prefeitura não foi comunicada sobre a paralisação e que a Semob, sindicato e a empresa têm feito reuniões para verificar as condições financeiras da Prudente Urbano e encontrar uma forma de ajudar a manter o serviço na cidade, já que o aumento da tarifa proposto pela empresa é inviável.

Ainda foi ressaltado pelo secretário que a paralisação “é ilegal”, porque se trata de um serviço essencial e não pode ser 100% paralisado. E que a empresa informou a ele que vai pagar os R$ 200 que faltam do vale-alimentação até quarta-feira (27).

Reunião foi realizada para discutir paralisação de funcionários da Prudente Urbano — Foto: Mariana Padovan/Secom

Fonte: G1

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