Idoso perde R$ 93 mil em ataque digital silencioso com 200 transações em Bataguassu

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Idoso perde R$ 93 mil em ataque digital silencioso com 200 transações em Bataguassu

Crime registrado nesta quarta (17) supera, sozinho, todos os prejuízos somados da semana na cidade

Se a semana começou com um alerta ligado em Bataguassu devido a prejuízos de R$ 7 mil na terça-feira, a situação evoluiu para um cenário crítico nesta quarta-feira (17). Um idoso de 61 anos, morador do bairro Jardim Santa Luzia, procurou a Delegacia de Polícia Civil para denunciar um ataque financeiro devastador. Em uma ação silenciosa e sofisticada, criminosos causaram um prejuízo estimado em R$ 93.000,00.

Este é, até o momento, um dos maiores golpes individuais registrados em 2025 no município, que já lidera o ranking regional de estelionatos com mais de 155 ocorrências no ano.

Diferente dos golpes comuns que pedem transferências via WhatsApp, este caso envolveu uma invasão complexa e estruturada. De acordo com o registro policial, os criminosos acessaram a conta da vítima no Sicredi e transferiram o montante para outra conta de mesma titularidade no Banco Bradesco.

Com o dinheiro concentrado na segunda instituição, os invasores iniciaram uma operação de “pulverização” do saldo. Foram realizadas cerca de 200 transações bancárias em sequência, variando entre transferências via Pix, TEDs e até pagamentos de boletos de IPVA. O objetivo dessa técnica é esvaziar a conta rapidamente e dificultar o rastreamento dos valores.

O aspecto mais assustador do crime foi a ausência de avisos. João, a vítima, afirmou à polícia que não recebeu nenhuma notificação de segurança em seu celular sobre as movimentações atípicas. Ele só percebeu que havia sido furtado no dia seguinte, ao comparecer à agência do Sicredi para tentar realizar um saque e descobrir que o dinheiro havia desaparecido.

Imediatamente, o idoso buscou a agência do Bradesco, onde foi orientado a registrar o Boletim de Ocorrência para tentar o bloqueio das contas e o rastreio das centenas de pagamentos efetuados pelos golpistas.

Escalada de insegurança O caso de João destoa das ocorrências registradas no início da semana, quando três moradores perderam cerca de R$ 7,3 mil em golpes de menor porte. A facilidade com que os criminosos movimentaram quase R$ 100 mil entre bancos diferentes sem acionar bloqueios automáticos de segurança levanta questionamentos sobre a vulnerabilidade dos sistemas.

A Polícia Civil de Bataguassu investiga o caso como furto qualificado mediante fraude eletrônica. Especialistas reforçam que, em casos de movimentações não reconhecidas, o cliente deve acionar o banco nos primeiros minutos para solicitar o MED (Mecanismo Especial de Devolução) do Pix, única ferramenta capaz de tentar reaver os valores antes que sejam sacados pelos estelionatários.

Cenário MS

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