Anvisa barra “Mounjaro do Paraguai”: proibição mira medicamentos irregulares e redes de contrabando
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publicou uma série de resoluções proibindo a importação, comercialização, distribuição, propaganda, fabricação e uso de medicamentos à base de tirzepatida sem registro sanitário no Brasil — um duro recado para a chamada “Mounjaro do Paraguai” e outros produtos similares que vinham sendo vendidos de forma irregular no país.
📌 O que está vedado
A decisão da Anvisa se aplica especificamente a versões de tirzepatida — substância usada no tratamento de obesidade e diabetes tipo 2 — que não possuem registro no Brasil e que vinham sendo ofertadas de maneira clandestina ou contrabandeada, especialmente vindas do Paraguai. Entre os produtos listados estão marcas como T.G. 5, Lipoless, Lipoless Éticos, Tirzazep Royal Pharmaceuticals e T.G. Indufar, entre outros vetados pela agência.
🚫 Motivo da medida
Segundo a Anvisa, a proibição busca proteger a saúde da população, já que esses medicamentos sem autorização não passaram por avaliação oficial de qualidade, eficácia e segurança sanitária. A venda indiscriminada, muitas vezes promovida pela internet e pelas redes sociais, também motivou a ação das autoridades.
📈 A circulação irregular continua
Apesar da proibição, fiscalizações e reportagens apontam que os chamados “Mounjaro do Paraguai” e tirzepatidas clandestinas seguem circulando no mercado paralelo, muitas vezes com preços muito acima dos praticados legalmente — inclusive com ofertas em redes sociais e entregas clandestinas em diversas regiões do país. Em Mato Grosso do Sul, por exemplo, a venda ilícita chega a ter preços até 180% superiores ao valor original do Paraguai, segundo apurações locais.
📦 Apreensões e riscos à saúde
Operações de fiscalização têm apreendido medicamentos irregulares em diferentes contextos. No início de 2026, a Polícia Federal flagrou um passageiro tentando embarcar com dezenas de ampolas de tirzepatida sem documentação legal no Aeroporto Internacional de Foz do Iguaçu — uma prática ilegal que pode comprometer a saúde dos usuários devido à falta de garantia de procedência e condições adequadas de transporte.
A Anvisa e autoridades paraguaias também alertaram sobre a venda de produtos que não contam com registro sanitário nem garantias de composição e eficácia, colocando em risco consumidores desavisados que buscam tratamentos de emagrecimento ou controle glicêmico fora dos canais seguros.
💡 Entenda o cenário regulatório
Medicamentos como Mounjaro, Ozempic e Wegovy, que contêm substâncias agonistas do receptor GLP-1, já têm regras rígidas no Brasil — inclusive com exigência de retenção de receita médica na dispensação em farmácias — mas apenas versões registradas, regulamentadas e avaliadas pela Anvisa podem ser comercializadas legalmente.











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