Polícia Civil pede internação no RDD de quarteto que preparava atentado contra autoridades
Dois últimos envolvidos em plano foram capturados na última sexta-feira, em ação conjunta do GOE e o 8º Baep, em Álvares Machado e Presidente Prudente
A Polícia Civil representou ao Poder Judiciário para que os quatro presos durante a Operação Recon, ofensiva que frustrou um plano de atentado contra autoridades públicas da região, como o promotor do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) do MPE (Ministério Público Estadual), Lincoln Gakiya, e o então chefe da Ceproeste (Coordenadoria de Execução Penal da Região Oeste), Roberto Medina, sejam recolhidos sob o regime de RDD (Regime Disciplinar Diferenciado), por este ser “compatível com o perfil criminal apurado nas investigações”.
Dois suspeitos tinham sido presos em outubro do ano passado e os últimos dois envolvidos, que estavam foragidos desde então, foram capturados nesta última sexta-feira, em ação conjunta do GOE (Grupo de Operações Especiais) da Polícia Civil e o 8º Baep (Batalhão de Ações Especiais de Polícia) da Polícia Militar, em Álvares Machado e Presidente Prudente.
“Com isso, todos os quatro integrantes indiciados pela célula de reconhecimento e vigilância encontram-se atualmente sob custódia do Estado. A conclusão desta fase da operação reafirma a efetividade da integração entre a Polícia Civil, a Polícia Militar, a Polícia Penal e o MPE no enfrentamento ao crime organizado”, destaca a Polícia Civil.
“A atuação conjunta e coordenada das instituições, desde a fase de investigação até o cumprimento das prisões preventivas, garantiu que nenhum dos envolvidos no plano de atentado contra autoridades públicas permanecesse impune”, complementou.
Organização criminosa
Como noticiado neste diário, a primeira fase da operação foi deflagrada em outubro do ano passado, quando foram cumpridos 25 mandados de busca domiciliar distribuídos nas cidades de Prudente (11), Machado (6), Martinópolis (2), Pirapozinho (2), Presidente Venceslau (2), Presidente Bernardes (1) e Santo Anastácio (1).
Materialde referência geográfica
Naquela oportunidade, as investigações revelaram a existência de uma célula do crime organizado estruturada de forma compartimentada e altamente disciplinada, incumbida de realizar levantamentos detalhados da rotina das autoridades públicas e de seus familiares, com a finalidade de preparar atentados contra alvos previamente selecionados.
Após meses de diligências, perícias e cruzamento de dados obtidos com o material apreendido nas buscas domiciliares, a Polícia Civil concluiu as investigações e representou pela decretação de quatro prisões preventivas, determinando o indiciamento dos quatro indivíduos identificados como integrantes da célula responsável pelo monitoramento e mapeamento de autoridades públicas, pela prática do crime de integrar organização criminosa majorado.
O MPE, por meio do Gaeco, ofertou denúncia em face dos investigados, e o Poder Judiciário, por intermédio da 3ª Vara Estadual de Organizações Criminosas e Lavagem de Bens, Direitos e Valores da Capital, deferiu integralmente o pedido, decretando as quatro prisões preventivas, agora integralmente cumpridas.
Fonte: O Imparcial



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