Venceslauense é acusado de integrar quadrilha que aplicou mais de 70 golpes, que somam R$7 milhões


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Venceslauense é acusado de integrar quadrilha que aplicou mais de 70 golpes, que somam R$7 milhões

Polícia Civil investiga atuação de associação criminosa dedicada à prática de estelionatos, cometidos por meio de financiamentos fraudados de veículos

Quarenta agentes e nove viaturas da Polícia Civil do oeste paulista, em conjunto com equipes da Divisão de Capturas do Departamento de Operações Policiais Estratégicas da capital paulista e da Polícia Civil do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, cumprem na manhã desta quarta-feira seis mandados de prisões preventivas e 15 de buscas domiciliares, em Presidente Venceslau, São Paulo, Curitiba (PR), Joinville (SC) e Sapiranga (RS). As ações fazem parte da nova fase da Operação Vultus, que investiga a atuação de uma associação criminosa dedicada à prática de estelionatos, cometidos por meio de financiamentos fraudados de veículos e lavagem de dinheiro, através de uma empresa de Venceslau, cujo proprietário está entre os suspeitos. A estimativa é que o grupo tenha somado mais de 70 vítimas, todas mulheres residentes na região metropolitana da capital paulista, embolsando um montante superior a R$7 milhões com os golpes.
O Deinter-8 (Departamento de Polícia Judiciária de São Paulo Interior) explica que as investigações tiveram início em 2023, envolvendo uma empresa de revenda de veículos de Venceslau, “que firmava contratos com uma financeira de créditos e, em seguida, passava a formalizar e encaminhar diversas propostas de financiamento de carros supostamente negociados naquela revenda”. “Ocorreu que, em ao menos 11 desses contratos, as vítimas contestaram os financiamentos celebrados com a financeira e alegaram, inclusive, jamais terem comparecido a Presidente Venceslau”, destaca o órgão. “No mesmo sentido as investigações iniciais apontaram que os proprietários dos então automóveis frutos das vendas sequer sabiam que seus veículos estavam sendo usados nesses contratos fraudulentos”, complementa. 
Segundo o departamento, os investigadores então descobriram que, para a aprovação do crédito pela instituição financeira, um artifício de reconhecimento facial era empregado, “com contato direto às vítimas em seus aniversários, disfarçado na forma de entrega de buquês de flores”. “Durante a entrega das flores, as vítimas eram persuadidas a tirar uma selfie, que, secretamente, funcionava como a validação do reconhecimento facial e a liberação dos fundos em favor da revenda. Isso resultava em um fardo financeiro para as mulheres, incluindo o prejuízo do financiamento pendente e gravames nos veículos de terceiros, que também eram envolvidos injustamente nas fraudes”, frisa.

Primeira fase


A primeira fase da operação, conforme o Deinter-8, foi deflagrada em outubro de 2023, quando foram cumpridos nove mandados de buscas domiciliares em São Paulo, Curitiba, Sapiranga e Venceslau. “Ressalta-se que mais de R$300 mil foram recuperados pela Polícia Civil na primeira fase investigativa. Após intensa análise dos materiais apreendidos, como celulares, computadores e documentos, foram identificados outros envolvidos nos golpes e um robusto conjunto de elementos de informações”, expõe.
“Com a deflagração desta nova fase da operação, os delegados responsáveis pela investigação esperam que a atividade do grupo criminoso envolvendo uma sofisticada engenharia social seja cessada com o cumprimento das prisões preventivas e que o proveito dos crimes seja localizado para o ressarcimento da empresa que suportou todo o prejuízo financeiro”, promove o departamento.

Fonte: O Imparcial

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