‘Professores em luto e em luta’: sindicato presta homenagens às vítimas da Covid-19 e protesta contra as aulas presenciais


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‘Professores em luto e em luta’: sindicato presta homenagens às vítimas da Covid-19 e protesta contra as aulas presenciais

Categoria ainda informou que pede pela prioridade na vacinação contra o novo coronavírus. Ação foi realizada em Presidente Prudente e em Martinópolis.

“Professores em luto e em luta”. A frase escrita em faixas fixadas em coroas de flores levam voz aos profissionais da educação do Oeste Paulista, que demonstram o descontentamento pela retomada das aulas presenciais durante a fase vermelha de Plano São Paulo, a mais restritiva. A ação, realizada pelo Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp) na manhã desta segunda-feira (8), também luta por prioridade na vacinação contra a Covid-19.

O protesto foi realizado em frente à Prefeitura Municipal de Martinopólis e à Diretoria de Ensino, em Presidente Prudente, órgão representativo da Secretaria Estadual de Educação. Há previsão de que a ação também ocorra em Regente Feijó.

Nas redes sociais, a Apeoesp informou que a ação vem “em respeito a tod@s @s professores e professoras que faleceram vítimas de Covid-19”.

A categoria também pede a suspensão das aulas presenciais até que os profissionais da educação sejam vacinados contra o novo coronavírus. “Nossas escolas não têm estrutura de prevenção ao contágio da Covid-19”, afirma o subsede da Apeoesp em Presidente Prudente.

De acordo com o sindicato, na região de Presidente Prudente, dois profissionais da educação tiveram suas vidas interrompidas devido ao novo coronavírus, sendo a professora Lucilene Anadao, de Pirapozinho, e o professor Valdomiro Cassaroti, de Indiana.

Ao todo, na região, são cerca de 150 escolas estaduais, com um total de 55.192 alunos matriculados nas Diretorias de Ensino de Presidente Prudente, Adamantina, Mirante do Paranapanema e Santo Anastácio.

Aulas na rede estadual

A Secretaria de Estado da Educação informou que a partir desta segunda-feira (8), em que o Estado passa a vigorar na fase vermelha, a mais restritiva do Plano SP, as escolas estaduais “abrem para atividades presenciais aos alunos que mais precisam”.

“O Governo de SP recomenda que sejam classificados neste grupo os alunos que estão em processo de alfabetização; apresentam maiores déficits de aprendizagem decorrentes do ensino não-presencial; têm dificuldade de acesso à tecnologia; necessitam atividades essenciais, estudantes que dependem da merenda e da educação especial”, esclareceu.

Além disso, foi colocado que as escolas de todas as redes, que terão aulas presenciais, devem receber, no máximo, até 35% dos alunos por dia. A medida vale até 19 de março, quando deve haver uma nova classificação do Plano SP.

“As unidades escolares devem identificar quais estudantes irão continuar frequentando a escola presencialmente no período e organizar seu atendimento”, salientou.

“Na fase vermelha, a frequência presencial não é obrigatória e o ensino remoto será mantido, com aulas transmitidas diariamente pelo Centro de Mídias da Secretaria de Educação do Estado”, informou ainda.

“As redes municipais e particular têm autonomia para fazer o próprio planejamento, respeitando os limites legais e os protocolos do Plano SP. Nas cidades onde houver decretos que impedem as aulas presenciais, as escolas funcionam apenas para atendimento administrativo e merenda, caso o decreto local permita”.

Ensino noturno

A partir desta segunda-feira (8), as aulas presenciais dos alunos do período noturno ocorrem até as 20h, no máximo. O limite também vale para as escolas de período integral.

Estes estudantes poderão se alimentar na escola e utilizar os recursos tecnológicos em qualquer momento do dia, respeitando o horário máximo de 20h.

As provas devem ser aplicadas aos alunos que estiverem nas atividades presenciais, respeitando os protocolos de segurança. Aos que tiverem condições ou necessidades de permanecer em atividade remota precisam retirar as provas impressas nas escolas e devolvê-las até o dia 26 de março.

Protocolos

Durante as atividades presenciais, as escolas de toda a rede estadual devem cumprir os protocolos de segurança estabelecidos pelo Plano SP. Ao entrarem nas unidades, todas as pessoas terão a temperatura aferida e quem estiver com 37,5º C ou mais será orientado a voltar para casa.

Estudantes e servidores devem lavar as mãos com água e sabão ou higienizar com álcool em gel 70% ao entrar na escola. É obrigatório o uso de máscara de tecido dentro da escola. Os servidores devem utilizar além da máscara de tecido, o face shield (protetor de face) durante sua jornada laboral presencial. Dentro das salas de aula, os alunos devem manter o distanciamento de 1,5 metro.

Eventos como feiras, palestras, seminários, festas, assembleias, competições e campeonatos esportivos estão proibidos. Já as atividades de educação física, arte e correlatas podem ser realizadas, preferencialmente ao ar livre.

Outro lado

A redação solicitou um posicionamento para a Secretaria da Educação do Estado de São Paulo sobre o protesto e o pedido de vacinação contra a Covid-19 aos servidores. A pasta informou apenas que segue o plano nacional de imunização.

Coroa de flores também foi colocada em Martinópolis em protesto e em homenagem a professores vítimas da Covid-19 — Foto: Apeoesp

Fonte: G1

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