Polícia derruba justificativa de traição dada por homem que matou mulher a facadas em Junqueirópolis


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Polícia derruba justificativa de traição dada por homem que matou mulher a facadas em Junqueirópolis

No dia do crime, homem de 41 anos deixou um bilhete escrito “Fiz isso por que me traiu (sic)”, mas a vítima não tinha nenhuma relação extraconjugal, conforme foi apurado em inquérito.

A Polícia Civil concluiu nesta quarta-feira (12), o inquérito policial que apurou as circunstâncias do feminicídio registrado em Junqueirópolis, em que um homem matou a esposa a facadas. No local do crime, o acusado deixou um bilhete em que informava a suposta motivação do crime, que seria uma traição, mas as investigações apontaram que a vítima não tinha relação extraconjugal.

Rita Fagundes Rocha, de 49 anos, foi encontrada morta no dia 3 de maio, na casa da família, no Jardim Paulista, durante a madrugada. A vítima estava no quarto do casal e tinha ferimentos no tórax e no rosto.

Na sala, os policiais encontraram um bilhete escrito a mão em um papel que dizia: “Fiz isso por que me traiu (sic)”. Sandro Alécio Bispo, de 41 anos, foi preso perto da Delegacia de Junqueirópolis ainda no dia 3.

O caso foi apurado pela Delegacia de Junqueirópolis. “No decorrer dos trabalhos investigativos, a Polícia Civil apurou através da análise de dados que não ficou demonstrado nenhuma relação extraconjugal por parte da vítima. Verificou-se ainda que a vítima tentou se defender das agressões do autor, motivo pelo qual apresentava lesões de defesa em seus braços. A alegação do acusado de que a vítima tentou atacá-lo com uma faca também não ficou evidenciada nos laudos periciais”, afirmou a Polícia Civil.

No dia do crime, os filhos do casal, dois meninos de 13 e 8 anos, foram localizados na casa de parentes. Com o menino mais novo havia um celular do pai, que continha uma mensagem enviada por aplicativo de mensagens aos filhos em que ele “confessa ter matado” a esposa, “pedindo perdão aos filhos, já imaginando que será preso”.

Uma vizinha relatou aos policiais que na noite do dia 2, por volta das 23h, ouviu o casal discutindo. O filho mais velho da vítima também contou que presenciou uma discussão entre os pais, e que foi acordado às 2h por seu pai, que disse que tinha que ir trabalhar. Quando estava saindo de casa, o menino notou manchas de sangue no chão da sala.

“Com o encerramento das investigações, o inquérito foi remetido ao Poder Judiciário e ao Ministério Público para que sejam tomadas as devidas providências”, salientou a corporação.

A polícia ainda enfatizou que o homem, que já está preso preventivamente, continuará à disposição da Justiça e, caso ocorra a condenação, poderá ser passível a pena de até 30 anos de reclusão.

Fonte: G1

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