MPE discute contingenciamento com operadoras de plano de saúde


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MPE discute contingenciamento com operadoras de plano de saúde

O MPE (Ministério Público Estadual) anunciou ontem um encontro com as operadoras de planos de saúde de Presidente Prudente para discutir um plano de contingenciamento visando conseguir atender os pacientes da rede particular de saúde que necessitarem de hospitalização por conta da Covid-19. Isso porque, conforme apurado pela reportagem, um paciente não encontrou vagas em hospitais particulares de município.

Entre as alternativas apresentadas, estava o encaminhamento para Rancharia ou, então, para uma das UPAs (Unidades de Pronto-Atendimento) de Prudente, sendo depois ressarcido pelo plano de saúde. O órgão ministerial entende que se até mesmo os pacientes da rede privada começarem a ocupar vagas em unidades do SUS (Sistema Único de Saúde), o sistema público pode entrar em colapso em poucos dias.

O promotor Marcelo Creste, que está à frente da situação, voltou a ser procurado para comentar sobre a reunião realizada e se houve algum acerto entre as operadoras, contudo, a reportagem não conseguiu contato com ele até o fechamento desta edição.

Situação dos hospitais

Cabe lembrar que na edição de hoje, O Imparcial publicou um material referente à situação de três hospitais de Prudente, que se encontram em estado de lotação nas UTIs (Unidades de Terapia Intensiva), incluindo o Hospital Iamada, Hospital e Maternidade Nossa Senhora das Graças e Santa Casa de Misericórdia. Nessa equação, restaria apena como única opção o HR (Hospital Regional) Doutor Domingos Leonardo Cerávolo de Presidente Prudente, que é público e atende a região toda.

De modo geral, ainda ontem, a ocupação de leitos do DRS-11 (Departamento Regional de Saúde) era de 64,5% nas UTIs. Até a última atualização de hoje se encontrava em 66,7% e 65,8% nos de enfermaria.

Uso das UPAs em Prudente

Em nota, a Prefeitura de Presidente Prudente, por meio da Sesau (Secretaria Municipal de Saúde), informou que é recorrente a procura pelos serviços municipais de saúde por pacientes que dispõem de convênios particulares, já que, como um dos princípios norteadores do SUS é a universalidade, não há esse tipo de restrição.

“No caso específico das UPAs, quando o paciente dispõe de plano de saúde e necessita de internação hospitalar, a equipe da unidade entra em contato com o convênio em questão para solicitar a transferência a um hospital particular. Se não houver disponibilidade, ele é inserido no sistema Cross [Centro de Regulação de Ofertas de Serviços de Saúde] como qualquer outro paciente SUS”, expõe o Executivo.

Fonte o Imparcial

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