Jacaré é capturado dentro de galinheiro em assentamento de Mirante do Paranapanema


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Jacaré é capturado dentro de galinheiro em assentamento de Mirante do Paranapanema

Animal estava bravio e, como não apresentava ferimentos nem parecia estar doente, foi solto no Parque Estadual do Morro do Diabo, em Teodoro Sampaio (SP), na tarde desta quinta-feira (2).

Um jacaré-de-papo-amarelo (Caiman latirostris) foi capturado pela Polícia Militar Ambiental na tarde desta quinta-feira (2) no Assentamento Santa Cristina, na zona rural de Mirante do Paranapanema (SP).

Ele estava dentro de um galinheiro e foi avistado pelo proprietário do local, que rapidamente acionou a polícia. De acordo com a corporação, o animal silvestre possivelmente veio de áreas de várzeas próximas ao assentamento.

O jacaré estava bravio e, como não apresentava ferimentos nem parecia estar doente, foi solto no Parque Estadual do Morro do Diabo, em Teodoro Sampaio (SP).

Não houve feridos.

Características do animal

Nome científico: Caiman latirostris.

Família: Alligatoridae.

Ordem: Crocodylia.

Distribuição: Mata Atlântica – região leste do Brasil (do Rio Grande do Norte ao Rio Grande do Sul); Uruguai, norte e nordeste da Argentina, Paraguai e leste da Bolívia.

Habitat: brejos, mangues, lagoas, riachos e rios.

Alimentação: os filhotes alimentam-se de insetos e invertebrados. Já os adultos, de peixes, caramujos, aves e pequenos mamíferos.

Reprodução: no verão, o macho copula com várias fêmeas. A fêmea constrói o ninho próximo à água cobrindo com folhas secas, gravetos e terra. Em média, são postos de 30 a 50 ovos. A incubação varia entre 70 a 90 dias.

O jacaré-do-papo-amarelo pode atingir 3 metros de comprimento. Mas esse tamanho é raro, normalmente medem 1,5 metros a 2 metros. É um animal esverdeado, quase pardacento, com o ventre amarelado e o focinho pouco largo e achatado. O focinho dele é menor do que o das outras espécies e, atrás da cabeça, possui escamas em fileiras cervicais.

São conhecidos por esse nome, pois, durante a fase de acasalamento, ficam com a área do papo amarelada.

A fêmea permanece próximo ao ninho para evitar ataques de predadores, como é o caso do lagarto teiú, quati e mão-pelada. Próximo à eclosão dos ovos, os filhotes vocalizam chamando a mãe que desmancha o ninho usando os membros anteriores e posteriores, e o focinho. A fêmea carrega cada um na boca até a água, cuidadosamente.

O macho cuida dos recém-nascidos que já estão na água e os pais permanecem próximos aos filhotes, protegendo-os contra os predadores, em especial, garças e outras aves grandes.

Esses animais exibem traços herdados dos antepassados. É um réptil contemporâneo dos grandes dinossauros que habitavam a Terra há milhões de anos e que conseguiu sobreviver às grandes transformações do planeta.

Fonte: G1

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