Investigações avançam sobre quadrilha responsável por prejuízo de quase R$ 1 milhão com roubo de cargas de óleo vegetal

Investigações avançam sobre quadrilha responsável por prejuízo de quase R$ 1 milhão com roubo de cargas de óleo vegetal

Uma quadrilha com atuação interestadual responsável por roubar quase R$ 1 milhão em cargas de óleo vegetal em um intervalo de cinco meses na região de Presidente Prudente (SP) é alvo de investigações que avançam sob a responsabilidade da Polícia Civil do Estado de São Paulo.

Nesta quarta-feira (7), foram cumpridos três mandados judiciais de busca e apreensão, em Sarandi (PR), que resultaram no recolhimento de telefones celulares, folhas de cheques e cerca de R$ 5 mil em dinheiro.

No mês passado, já tinham ocorrido buscas em Mandaguaçu e Nova Esperança, outras duas cidades do Paraná.

Todos os itens apreendidos serão analisados para a tentativa de esclarecimento do caso.

O delegado responsável pelas investigações, Edmar Rogério Dias Caparroz, explicou ao G1 que o grupo criminoso pode chegar a envolver em torno de dez pessoas na prática dos assaltos.

Já foram registrados quatro roubos, todos com as mesmas características. O primeiro foi em novembro do ano passado, em Teodoro Sampaio (SP). Outros dois ocorreram em Mirante do Paranapanema (SP), em dezembro de 2020 e em fevereiro de 2021. O mais recente foi em Euclides da Cunha Paulista (SP), em março deste ano.

As cargas roubadas totalizam mais de 140 toneladas de óleo vegetal bruto de soja e estão avaliadas em quase R$ 1 milhão, segundo a Polícia Civil.

O óleo vegetal degomado saía da região de Dourados (MS) e tinha como destinos originais cidades dos estados do Paraná ou de São Paulo, quando os motoristas dos caminhões que transportavam a mercadoria eram interceptados pelos criminosos ao passarem pela Rodovia Arlindo Béttio (SP-613).

A Polícia Civil já conseguiu identificar que toda a carga roubada foi levada para o Estado do Paraná.

Caparroz detalhou ao G1 que, durante os roubos, os assaltantes seguiam armados em um automóvel até que conseguissem abordar os motoristas dos caminhões na rodovia. Os bandidos levavam as vítimas até as cidades de Itaguajé ou Santo Inácio, que ficam no Paraná e fazem divisa com o Estado de São Paulo, e lá trocavam os caminhões-tratores que continuariam a transportar a carga roubada.

Enquanto uma parte da quadrilha levava embora a carga roubada, outros integrantes do grupo ficavam com os motoristas, que permaneciam rendidos e impedidos de qualquer tipo de comunicação, no Estado de São Paulo.

Quando a carga roubada chegava ao destino final, no Paraná, os ladrões que estavam no lado paulista eram avisados e só assim abandonavam os motoristas vítimas.

Só depois da chegada da carga roubada ao destino final os motoristas vítimas eram liberados apenas com os caminhões-tratores que haviam sido desacoplados dos semirreboques pelos bandidos.

Sem nenhum tipo de comunicação, as vítimas permaneciam em poder dos bandidos até que a mercadoria chegasse ao destino final escolhido pela quadrilha.

Os semirreboques com a carga roubada eram acoplados a caminhões-tratores do grupo criminoso.

Uma eventual abordagem policial aos assaltantes era despistada porque os bandidos também ficavam em poder das notas fiscais da carga roubada, o que lhes dava uma documentação para justificar o transporte “legalizado”.

Segundo o delegado, o óleo degomado é um tipo de produto que ainda precisa passar por um processo de refino antes de ficar pronto para ser destinado ao consumidor final como um item alimentício.

Por isso, salientou Caparroz, as investigações buscam identificar não apenas os assaltantes, mas também os receptadores da carga roubada.

Por G1 Presidente Prudente

Fonte G1.

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