Homem de 51 anos é preso em Presidente Prudente durante operação contra a pedofilia


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Homem de 51 anos é preso em Presidente Prudente durante operação contra a pedofilia

Um homem de 51 anos foi preso em flagrante em Presidente Prudente durante a Operação Black Dolphin, nesta quarta-feira (25), que investiga uma organização criminosa relacionada à pedofilia, estupro de vulnerável, entre outros crimes.

Conforme a Polícia Civil, no município foram cumpridos dois mandados de busca e apreensão. Em um imóvel na Vila Mirian foi localizado “material que ensejou a prisão em flagrante de um homem”. Ainda segundo a corporação, a princípio, foram apreendidos celular, cartas manuscritas, e um computador, onde havia material armazenado relacionado ao crime previsto no Artigo 241-B do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).

De acordo com o ECA, o Art. 241-B dispõe sobre “adquirir, possuir ou armazenar, por qualquer meio, fotografia, vídeo ou outra forma de registro que contenha cena de sexo explícito ou pornográfica envolvendo criança ou adolescente: (Incluído pela Lei nº 11.829, de 2008)”. A pena é reclusão de um a quatro anos, e multa.

“O autuado está sendo indicado na DDM [Delegacia de Defesa da Mulher] de Presidente Prudente e após os trâmites dos atos de Polícia Judiciária será encaminhado para audiência de custódia à disposição da Justiça”, explicou a Polícia Civil.

Operação Black Dolphin

Em 2018, a Polícia Civil iniciou uma ronda virtual com o objetivo de desarticular uma organização criminosa relacionada à pedofilia, estupro de vulnerável, entre outros crimes, com “indícios de estrutura piramidal, distribuição de tarelas entre os membros da organização”. “Foram encontrados predadores que produzem, compram e vendem material de abuso infantil, sequestro e tráfico de crianças para abusos”, explicou a corporação.

Durante a investigação, apurou-se que um homem pretendia levar a sobrinha para a Disney, nos Estados Unidos, com o objetivo de vender a garota para “abusadores russos, alegando que ela teria desaparecido no parque” .

No ano seguinte, os policiais viram indício de estrutura piramidal, com distribuição de tarefas entre os membros. Foram realizadas infiltrações em mais de 20 comunidades na deep web e encontrados mais de 10 mil contas de e-mail, além de mais de cinco nuvens exclusivas com imagens de abusos infantis, abrigadas em países do leste europeu.

Em agosto deste ano, a Polícia Civil organizou e planejou a operação denomina “Black Dolphin”, em referência a uma colônia prisional na Rússia, localizada na fronteira do Cazaquistão, “que abriga presos condenados à prisão perpétua e também conhecida pelo rigor no tratamento dos detentos”.

A operação tem a participação das polícias Civis do Estado de Minas Gerais, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Polícia Científica e Polícia Federal, para o cumprimento de 225 mandados de busca e apreensão em todo país.

Fonte G1

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