Comércio central de Prudente perdeu 30 lojas em um ano, diz sindicato


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Comércio central de Prudente perdeu 30 lojas em um ano, diz sindicato

Em um ano, a pandemia do coronavírus provocou o fechamento de 30 estabelecimentos da área central de Presidente Prudente. De acordo com o Sindicato do Comércio Varejista (Sincomércio), o “abre e fecha” provoca apreensão nos empresários.

Segundo o presidente da entidade, Vitalino Crellis, a situação é complexa porque não há como tomar decisões a longo prazo. “Na semana seguinte, o governo determina que pode trabalhar de novo e, mais na frente, decide pelo fechamento total. Além disso, questões que vão desde funcionários, benefícios trabalhistas até estoques são agravadas pela instabilidade de decisões como essa”, comenta. 

“Só no Centro, mais de 30 lojas foram fechadas durante este período, que se estende de março de 2020 aos dias atuais. Só em nosso banco de currículos temos hoje, cerca de 2 mil pessoas”, expõe.

Para ele, o maior impacto foi causado pelas ações adotadas para controlar a pandemia durante a primeira metade do ano. “Como as restrições de circulação de pessoas e o fechamento de lojas físicas”, diz. 

“Os estabelecimentos estão tomando os cuidados e seguindo os protocolos de segurança. A aglomeração não acontece dentro dos estabelecimentos, então é injusto fechar o comércio. Sem trabalhar, as pessoas irão buscar o que fazer, correndo risco de aglomerarem em outros lugares”, acredita.

O proprietário da loja Forró Confecções, Geraldo Mendes Ferraz, lamenta a situação. “As despesas são fixas, aluguéis, funcionários, escritório de contabilidade, IPTU, alvarás de licenciamento, impostos e compras que não conseguimos vender e temos que pagar. Quando o comércio começa a dar alguns passos vem a ‘bomba’. Vai completar um ano deste abre e fecha, queimando todas as nossas reservas”, fala.

Cenário estadual

De acordo com estudo da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomércioSP), o Estado perdeu cerca de 60 mil empresas ao longo de 2020. 

Em um contexto de normalidade, o setor teria, hoje, 410 mil empresas, mas fechou o ano passado na marca de 350 mil – uma redução de 14%.

O número representa, principalmente, aumento do desemprego no Estado. O volume de pessoal ocupado caiu cerca de 16%, indo de 2,5 milhões de postos ativos de trabalho para 2,1 milhões.

Fonte: Portal Prudentino

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